Alzheimer: quais são os exames de imagem para o diagnóstico?

 29/04/2021


A doença de Alzheimer é considerada como a forma mais comum de demência entre os idosos e faz parte da realidade de diversas famílias brasileiras.

Ela é caracterizada por um declínio progressivo e irreversível de certas funções intelectuais. Entre elas estão a memória, a orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios na linguagem, na comunicação e na capacidade de realizar as tarefas cotidianas. As mudanças de personalidade e da capacidade de julgamento também são considerados sintomas comuns encontrados nos pacientes.

Outra informação importante é que os sintomas do Alzheimer podem não ser apenas relacionados à memória. Estudiosos da Universidade de São Paulo afirmam que o paladar, a linguagem, a atenção e a orientação espacial também podem ser afetados. Existem também um maior risco de o paciente desenvolver depressão.

Como é feito o diagnóstico?
É importante ressaltar que o diagnóstico precoce é decisivo para o tratamento correto do Alzheimer, a fim de impedir que a progressão da doença seja tão rápida, garantindo mais qualidade de vida por um tempo prolongado.

Quando falamos em diagnóstico de Alzheimer, devemos levar em conta uma série de fatores.
Esse diagnóstico é feito através de uma avaliação clínica que inclui diversos testes cognitivos, exames de laboratório e avaliação de imagem do sistema nervoso central do paciente. A união das manifestações do paciente, das informações que ele e os familiares levam até o médico, além de resultados dos exames são o que vão diagnosticar e permitir o início do tratamento da doença.

Alzheimer: exames de imagem que auxiliam no diagnóstico da doença

Como dito anteriormente, a identificação do Alzheimer é resultado de uma série de fatores. No entanto, exames são realizados para auxiliar nesse processo.

Os testes laboratoriais, como exames de sangue e urina, são usados para excluir outras causas de demência, algumas delas passíveis de cura.

Também são utilizados exames de imagem. Entre eles:

  • Tomografia computadorizada
    A tomografia computadorizada é um exame de imagem não invasivo. É a junção do equipamento do Raio-X com computadores programados capazes de produzir imagens de altíssima qualidade dos órgãos internos.

    Por combinar a imagem de múltiplos raio-x, esse exame oferece um estudo muito mais detalhado do que uma radiografia comum. É utilizado para o estudo de diversas partes do corpo e pode diagnosticar diversos tumores.
     
    Esse exame tem a finalidade de explorar através de imagens de alta resolução várias partes do corpo: ossos, cérebro, rins, fígado, pâncreas, pulmões, ovários, vias biliares e pleura.

    A tomografia é muito útil no diagnóstico de doenças, como: acidentes vasculares cerebrais (AVC), embolia pulmonar, pneumonia, aneurismas, edema cerebral, derrame pleural, fraturas, hemorragias e entre outros. Devido ao grande poder de detalhamento, são capazes de detectar nódulos ainda pequenos que, mais tarde, podem se tornar tumores.

  • Ressonância nuclear magnética
    A ressonância magnética é um exame de diagnóstico por imagem que consegue criar imagens de alta definição dos órgãos internos através da utilização de campo magnético.

    Um exame médico que usa imagens em alta definição para visualizar a maioria dos órgãos internos do nosso corpo, como cabeça, pescoço, tórax, abdômen e membros.

    Se destaca como o melhor exame de imagem médica por não utilizar radiação ionizante para gerar as imagens, com isso, não traz riscos para o paciente.

    Quanto existem dúvidas nos resultados de raio-x digital ou tomografia computadorizada, a ressonância magnética é indicada para esclarecer o diagnóstico e propor com isso a melhor alternativa de tratamento.

    Diferente da tomografia computadorizada que usa contraste iodado, o exame de ressonância magnética usa o gadolínio que traz menos reações alérgicas e menos comprometimento da função renal.

  • Cintilografia
    A cintilografia é um método de diagnóstico por imagem amplamente utilizado na detecção e acompanhamento de diversas doenças.

    Ao contrário das técnicas de imagem convencionais, como radiografia, tomografia ou ressonância magnética, a medicina nuclear tem como base a análise da função dos tecidos e de órgãos. Nela, as imagens são obtidas por meio da radiação emitida pelo material administrado ao paciente.

    A cintilografia não avalia as patologias pelo modo como elas alteram a anatomia do corpo. O estudo é feito a partir do modo como a doença altera o corpo do ponto de vista funcional, farmacológico, bioquímico e molecular. Deste modo, estes exames evidenciam problemas em órgãos internos mais precocemente do que os outros métodos de imagem.

    O exame conta com duas etapas: Repouso e Estresse. Em cada etapa, será injetado no paciente um radiotraçador que permite verificar se o sangue está circulando adequadamente nas paredes do coração.

    No repouso, a injeção é feita com a pessoa sentada. Já no estresse, a injeção é realizada enquanto a pessoa está fazendo o teste ergométrico.

    Depois de cada injeção, é necessária a ingestão de alimentos e líquidos, com o objetivo de acelerar a eliminação do radiotraçador e melhorar a qualidade da imagem.

    São realizadas imagens do coração cerca de 60 a 90 minutos após esta etapa. O aparelho gira em torno do tórax, coletando imagens durante aproximadamente 10 minutos.

  • SPECT/CT
    O SPECT/CT (Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único/Tomografia Computadorizada), é um equipamento de diagnóstico de alta tecnologia em Medicina Nuclear.

    O SPECT/CT faz parte do exame de cintilografia. Quando o SPECT/CT é realizado complementarmente a cintilografia, aumenta a capacidade de identificar corretamente doenças em diferentes regiões do corpo.

    Entre as diversas funcionalidades do exame, as áreas médicas em que o procedimento apresenta maior avanço são: oncologia, endocrinologia, ortopedia, pneumologia, gastroenterologia e neurologia.

    O diagnóstico mais completo é realizado através do exame microscópico do tecido cerebral, seja ele por biópsia ou necrópsia.