Dia Mundial sem Tabaco

 31/05/2021



Além do tabagismo aumentar o risco de complicações de diversas de enfermidades já conhecidas como as doenças cardiovasculares isquêmicas (infarto do miocárdio e derrame cerebral), doenças respiratórias (bronquite e enfisema) e diversos tipos de câncer, o uso do tabaco tem sido apontado por estudos que o relacionam a desfechos mais graves da Covid-19.  

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Consequentemente, esses usuários têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos, sendo acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Outro risco relevante em tempos de pandemia de Covid-19 está relacionado ao contágio, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca.

O uso de produtos que envolvem compartilhamento de bocais para inalar a fumaça — como narguilé (cachimbo d'água) e dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido) — pode facilitar a transmissão do Coronavírus. Há ainda o tabagismo passivo, que aumenta o risco de infecções respiratórias agudas.

Consequências do tabagismo

O tabagismo é um fator de risco significativo para acidentes cerebrovasculares e por ataques cardíacos mortais. É responsável pela maior parte de todos os cânceres de pulmão e por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, esse tipo de câncer é o segundo mais frequente. Entretanto, as consequências dos cigarros não são apenas essas: o número de mortes e internações é maior quando se considera que o tabagismo causa outras doenças.

Segundo o INCA, em 2015, as mortes com relação direta ao uso do tabaco foram: doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica (31.120); outros cânceres (26.651); câncer de pulmão (23.762); tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

O tabagismo também tem relação com doenças como úlcera do aparelho digestivo, osteoporose, catarata, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, menopausa precoce e complicações na gravidez.

Curiosidades relacionadas ao fumo:

  1. O consumo de derivados do tabaco causa cerca de 50 tipos de doenças, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).

  2. O tabagismo causa impotência sexual no homem e, no caso das mulheres, complicações na gravidez. Além disso, ele provoca aneurismas arteriais; úlcera do aparelho digestivo; infecções respiratórias; osteoporose; trombose vascular; problemas respiratórios e redução do desempenho desportivo.

  3. O hábito de fumar enfraquece o cabelo e faz secar a pele, reduz o paladar e o olfato. Além do envelhecimento precoce da pele, devido à falta de oxigenação, o tabaco também inibe a produção de colágeno e elastina, que impedem a flacidez. É comum nas mulheres que fumam surgirem precocemente imensas rugas em volta dos lábios.

  4. Os malefícios do fumo são maiores nas mulheres devido às peculiaridades próprias do sexo, como a gestação e o uso da pílula anticoncepcional. A mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular).

  5. Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos. O fumo causa no Sistema Nervoso Central, num primeiro momento, a elevação leve no humor e diminuição do apetite. O que parece ser prazeroso no começo, causa dependência e vício.

  6. O tabaco é prejudicial também para quem se encontra junto do fumante. Além do desconforto, o fumo causa doenças imediatas ou a longo prazo. O risco de doença cardíaca aumenta em 25% num adulto exposto ao fumo passivo.

  7. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito).

  8. A convivência com um fumante aumenta o risco de doenças cardíacas coronarianas em 25% a 30%. O tabagismo diminui o colesterol bom, mesmo nas pessoas jovens. Existem cada vez mais indícios de relação entre o tabagismo passivo e o derrame cerebral. Mesmo exposições pequenas podem ter consequências sobre a coagulação do sangue, favorecendo a ocorrência de trombose. As pessoas com doenças cardíacas podem sofrer arritmias, diante da exposição à fumaça do cigarro. O risco de infarto do miocárdio também aumenta.

  9. O tabagismo passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, exacerbações da asma e infecções de ouvido.

  10. Ao parar de fumar, o risco de doenças diminui gradativamente e o organismo do ex-fumante se restabelece. Após 20 minutos do último cigarro, a pressão sanguínea diminui, as batidas cardíacas voltam ao normal e a pulsação cai. Após 8 horas sem cigarro, o nível de oxigênio no sangue pode chegar aos níveis de uma pessoa não-fumante. Após 24 horas, os pulmões já conseguem eliminar o muco e os resíduos da fumaça. Dois dias depois, é possível sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas. O corpo já não possui nicotina e a transpiração deixa de cheirar a tabaco. Após duas semanas, melhora a circulação, tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar. Após um ano, o risco de doença cardíaca cai pela metade. Após 5 anos, o risco de ter câncer de pulmão também reduz 50%. Após 15 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

Mortes relacionadas ao tabagismo
O tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas no mundo todos os anos, sendo 7 milhões de fumantes diretos e cerca de 1,2 milhão por exposição ao fumo passivo.

Dicas e orientações para quem deseja parar de fumar
Em primeiro lugar, conscientizar-se da real necessidade e de seu efetivo desejo nessa atitude. Parar de fumar deve tornar-se um objetivo de vida. Será necessário esforço e perseverança.

Em segundo lugar, procurar ajuda especializada. Muitas vezes ouvimos a frase cômica: "Parar de fumar é fácil! Eu mesmo já parei mais de 10 vezes!”. É preciso admitir que se trata mesmo de um vício, muitas vezes uma fármaco dependência, que necessita cuidados psicológicos e farmacológicos.

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