A utilização da ressonância magnética no combate das patologias fetais

 10/06/2021


A Ressonância Magnética é um método não invasivo e que proporciona a possibilidade de diagnóstico para diferentes partes do corpo.

Após emitir sinais de radiofrequência e receber esses sinais novamente do corpo, a máquina envia os dados para o computador, transformando-os em imagens, que mais tarde serão avaliadas e laudadas pelo médico radiologista.

Com o acesso a equipamentos de última geração e a excelente capacidade médica, clínicas de Radiologia em diversas partes do mundo possibilitam ao médico requisitante a oferta de exames de Ressonância Magnética para o diagnóstico de patologias fetais, que podem ser solicitados a partir do 4° mês de gestação.

Uma pesquisa realizada e divulgada pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e a Escola Paulista de Medicina, nomeada como “Avaliação Crítica dos Benefícios e Limitações da Ressonância Magnética como Método Complementar no Diagnóstico de Malformações Fetais”, buscou identificar as anomalias do sistema nervoso central, do tórax, do abdômen, dos rins, anomalias musculoesqueléticas e tumores nos fetos.

Para a pesquisa, foram estudadas cerca de 40 mulheres, de 15 a 35 semanas de gestação, com diagnóstico prévio de anomalia fetal, apresentado durante os exames de ultrassonografia.

Todo o processo de avaliação envolveu a revisão das imagens de Ressonância Magnética, o nascimento do bebê, exames laboratoriais e radiológicos, além da necropsia.

Graças a utilização da Ressonância Magnética como exame complementar, foi possível ter informações adicionais em 60% dos casos estudados.

Dada a sua amplitude, podemos verificar que os benefícios do estudo incluem a ampliação de avaliação global e o aumento do campo de pesquisa e uma maior resolução tecidual pelo uso de sequências.

Nos casos de anomalias do sistema nervoso central, por exemplo, a investigação com a Ressonância Magnética fetal forneceu informações adicionais em 57% dos casos. Como benefícios da RM no estudo do sistema nervoso central, foi possível obter uma visão mais detalhada da formação de sulcos, do processo de formação das camadas e mielinização, do espaço subaracnóide, da ausência de artefatos ósseos, da obtenção de cortes nos três planos, e uma melhor definição tecidual e anatômica.

Isso nos mostra que a técnica de Ressonância Magnética é excepcional para a identificação de malformações congênitas, sem oferecer riscos para a mãe ou o bebê.

A medicina que conhecemos vai se transformando dia após dia, caminhando para que o salvamento de vidas e o tratamento de doenças seja efetivo, seguro e possível para um leque maior de pessoas.

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