O que é ressonância magnética de extremidades?

 15/07/2021



Para muitas pessoas, estar em um ambiente fechado causa agitação, desconforto e, em casos mais sérios, até ataques de pânico. Trata-se de um problema relativamente comum, mas que pode atrapalhar diversas atividades da vida, entre elas, a realização de exames como a ressonância magnética.

Para esses pacientes, que sofrem com a claustrofobia (nome dado a esse tipo de fobia), a medicina diagnóstica encontrou uma solução: a ressonância magnética de extremidades.

Nesse tipo de exame por imagem, o paciente não precisa ser introduzido em um túnel fechado. A RM de extremidades utiliza um equipamento semelhante a uma cadeira, em que apenas a parte investigada, como membros e articulações, é inserida no aparelho.

Para quem não tem esse tipo de fobia, pode ser difícil entender a importância de uma solução como essa. Mas, na vida de pessoas com fobias ou mesmo medo de realizar exames, pode significar a realização ou não de um exame fundamental.

 Ressonância magnética de extremidades: diferenças básicas

Apesar de se tratar do mesmo exame e de ter os mesmos objetivos da RM convencional – captar imagens do corpo para detecção e acompanhamento de doenças – e a mesma precisão para os diagnósticos, a ressonância de extremidades tem duas diferenças básicas.

A primeira é que essa variação do exame não é indicada para a investigação do corpo todo. Como o próprio nome diz, seu foco são membros e articulações, como mãos, punhos, cotovelos, joelhos, pés e tornozelos.

A segunda diferença – a mais importante para pacientes com fobia – é o formato do equipamento utilizado no exame.

Ao contrário da ressonância convencional, que utiliza uma cabine totalmente fechada, onde o paciente precisa ficar deitado e completamente imóvel, RM de extremidades é realizada em uma cadeira inclinável, e apenas a parte desejada é inserida no aparelho.

Com isso, é possível eliminar a sensação de claustrofobia e tornar o exame mais confortável para quem tem medo de lugares fechados.

Quando é indicada a RM de extremidades?

Ao contrário de uma radiografia, por exemplo, que só é capaz de registrar imagens de partes ósseas, a ressonância é capaz de visualizar alterações nas chamadas partes moles, como músculos, tecidos, tendões, ligamentos e órgãos em geral.

Com as imagens de alta resolução captadas pelo aparelho, o exame auxilia no diagnóstico de problemas como:

  • Lesões e desgastes nas articulações.
  • Rompimento e lesões de ligamentos.
  • Tumores ósseos e em partes moles.
  • Artrite reumatoide.

Além de ser uma alternativa para pacientes com fobia, a ressonância magnética de extremidades também é uma boa opção para pacientes obesos, com dores crônicas nas costas ou com doença pulmonar obstrutiva crônica.

Para esses pacientes, é bastante incômoda a longa permanência imóvel, exigida pelo exame de ressonância, que pode chegar a quase 1 hora, dependendo da extensão da área a ser investigada.

Nesses casos, a RM de extremidades, especialmente com o recurso da cadeira reclinável, representa um grande alívio.
 

Como é feito o exame de ressonância magnética?

Como o próprio nome indica, o funcionamento de um aparelho de ressonância se baseia na emissão de ondas eletromagnéticas. Essas ondas terão uma intensidade correspondente à área que se deseja investigar.

Um computador direciona os sinais eletromagnéticos à área desejada e interpreta os resultados, transformando-os em imagens de altíssima resolução.

Por conta do magnetismo do aparelho, é fundamental que, antes de iniciar o procedimento, seja retirado do corpo do paciente qualquer item metálico removível, como joias, roupas com detalhes metálicos, grampos de cabelo, relógios, entre outros.

No caso da ressonância de extremidades, o paciente é acomodado em uma cadeira e a parte do corpo que será avaliada é isolada em uma cabine fechada.

Então, durante cerca de 30 minutos, o equipamento faz uma varredura do local analisado, gerando imagens de grande precisão, nas direções horizontal e vertical, dividindo a área em camadas. A partir dessas imagens, o médico pode identificar possíveis anormalidades.

No entanto, algumas condições contraindicam a realização do exame, como pacientes portadores de qualquer tipo de implante ou órtese metálica no corpo, como marca-passos cardíacos, clipes intracranianos, implantes auditivos ou dentários, entre outros.

Essas partes metálicas podem sofrer a ação das ondas eletromagnéticas produzidas pelo aparelho de ressonância, o que pode causar acidentes graves.
 

É sempre necessário o uso de contraste?

Para garantir uma avaliação mais detalhada e resultados mais precisos, o médico pode solicitar o uso de contraste na ressonância magnética de extremidades.

Nesse exame, o contraste utilizado é à base de gadolínio, considerado muito mais seguro que o contraste com iodo administrado em exames convencionais de radiologia e em tomografias computadorizadas.

Trata-se de um método seguro, sem efeitos colaterais e com raros relatos de reações adversas. Mesmo quando ocorrem, essas reações costumam ser leves, como vermelhidão no local e coceira.

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